Carollzinha Posted June 21, 2019 #1 Posted June 21, 2019 Uma empresa chamada Panda Group organizou um ponto de venda de mercadorias na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela. De acordo com o site da empresa, o objetivo é ajudar os refugiados que cruzam a Ponte Internacional Simon Bolívar, que separa os dois países. Estima-se que mais de 1 milhão de pessoas já cruzaram a fronteira por essa ponte. Segundo eles, com a nova alternativa, os refugiados que passam pela ponte agora podem usar o serviço para comprar mercadorias e pagá-las com criptomoedas. O ponto de venda está localizado na cidade de Cúcuta, capital do estado Norte de Santander, na Colômbia. A cidade fica próxima à fronteira com a Venezuela e é um dos pontos de entrada dos refugiados. Quote Chegou ao La Parada o primeiro @pandabtm na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela, por @PandGroup De acordo com as estatísticas publicadas pelo site Coinatmradar.com, o serviço permite que os usuários comprem produtos usando Bitcoin (BTC), Bitcoin Cash (BCH) e a stablecoin Dai (DAI). O ponto de venda faz a conversão das criptomoedas em pesos colombianos (COP). E não é só isso E os produtos não são a única coisa à venda pelo Panda Group. Na loja física – um pequeno provedor de serviços de telefonia localizado no shopping La Parada – os clientes também podem comprar Bitcoin, com preços baseados na cotação em COP do site Localbitcoins. A loja cobra uma comissão de 10% do preço de mercado na compra, e aqueles que venderem seus Bitcoins conseguem uma taxa de 5% a mais do que a cotação do momento. Esta já é a quinta exchange de criptomoedas que o Grupo Panda instala apenas na Colômbia, a maioria delas na capital do país, Bogotá. De acordo com o CEO da Panda, Arley Lozano Jaramillo, suas soluções estão focadas em ajudar os usuários venezuelanos e refugiados da crise econômica que assola o país. Jaramillo anunciou a adição de um novo serviço, chamado Xpay.Cash, para incentivar a adoção de criptomoedas. Quote Este serviço foi criado para que todos os nossos irmãos consigam usar suas criptomoedas em Cucuta e mitigar as perdas na troca de bitcoins para pesos, que representam pelo menos 20% do valor das transações Dominando o mercado das Criptos Ao lado do Brasil, a Colômbia tem a maior taxa de investidores em criptomoedas na América do Sul. Existem mais de 20 empresas que aceitam pagamentos em Bitcoin no país. Os estabelecimentos estão focados principalmente em turismo, alimentação e serviços digitais. Devido à alta circulação de refugiados, a fronteira Colômbia-Venezuela mostra-se um local interessante para a aceitação de Bitcoin, cuja popularidade aumentou na Venezuela desde que a hiperinflação destruiu a moeda oficial do país, o bolívar. Hoje existem 42 caixas eletrônicos de Bitcoin instalados na Colômbia, sendo um deles em Cúcuta.
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